Escrevi este artigo em Agosto de 2000, quando ainda morava em Volta Redonda/RJ. Passados 8 anos e pouco..., vejo que as necessidades apontadas ainda não foram plenamente satisfeitas. Não que o texto mostre o "caminho das pedras" para a solução de todos os problemas, eu nem teria essa presunção, mas gostaria de colocar alguns assuntos que podem, pelo menos, gerar alguma reflexão e assim, nos abrirmos para a ação do Espírito Santo, para primeiramente, aceitar nossa parcela de participação no erro, e depois pedir D'ele, a inspiração para a solução!
Espero que goste!!!
Qualidade Total: Somente com Cristo, Nossa Alegria!!!
Sepultando a desorganização...
Temos ouvido, e falado bastante, sobre planejamento, qualidade, globalização, etc... No papel que podem desempenhar para ajudar no fortalecimento da administração da Igreja, bem como, de sua organização eclesiástica. Essas ferramentas são muito bem assessoradas pela comunicação. Informação é algo do qual não podemos prescindir. A palavra de DEUS é algo assim, primordial, para nós, para que através de nossa experiência com ela, possamos também ampliar a aplicabilidade em nossos conceitos no que diz respeito ao nosso trabalho na administração nas “coisas de DEUS”. O apóstolo Paulo, com suas epístolas de fortalecimento, que direcionava às Igrejas daquela época, consegue demonstrar bem essa visão (de fortalecer a instituição – Igreja, sem se descuidar daqueles que eram seus componentes – os crentes.), moderna pela sua importância, antiga pela sua aplicabilidade. Plenamente inspirado pelo amado DEUS, o apóstolo Paulo, como um consultor, “identificava e tratava” das feridas e problemas das Igrejas, tudo isso baseado em sua maturidade cristã, somente conseguida em sua experiência pessoal de encontro com Jesus (A epístola aos Romanos, por exemplo, é um primor dessa Administração Estratégica Eclesiástica Contemporânea!!), bem como também, aconselhava e treinava pastores (Timóteo e Tito são ótimos exemplos desse discipulado, um treinamento e tanto!!), para o desenvolvimento de seus ministérios. É claro que, ao analisarmos friamente, seus métodos são plenamente eficazes, mas conforme dito antes, somente pelo fato de estarem escorados em dois pilares essenciais: Experiência pessoal com Jesus e Inspiração constante de DEUS, sobre ele e seus companheiros de fé, mas, se queremos implantar um profissionalismo na administração eclesiástica, administrando a Igreja como uma empresa, no sentido de modernizarmos a forma de a administrarmos, sepultando a desorganização, fruto de nosso amadorismo para o trato das “coisas santas”, e levando-se em extrema consideração que não objetivamos lucro financeiro, somente visando a expansão do evangelho de Cristo (Mc. 16:15), levando-o de uma forma mais responsável, pois dessa forma, muitas portas não se fechariam e o “telhado de vidro” não existiria.
Sendo Instrumento de DEUS.
Objetivamos também, que para ser instrumento de DEUS na ação divina de oferecer a salvação ao homem, devemos primeiramente refletir sobre qual postura tomarmos enquanto simplesmente “crentes”. Sim, porque em muitos casos, tentamos transcender a barreira que nos separa da qualidade total (da qual temos falado insistentemente, principalmente num artigo anterior.), que só vai ser total, “se tiver em seu pacote, Cristo!!!” Passamos a refletir muito sobre isso também, após participar de uma palestra maravilhosa, que teve como expositora a consultora Leila Navarro, em que a mesma tinha como tema, a “Postura Empresarial”, onde apresentava como fonte de transformação, o “boom” de nosso sucesso profissional, a grande produção de endorfina pelo nosso corpo, uma substância que o nosso corpo produz quando estamos felizes e de bem com a vida. Parei e pensei: Se alguém, no mundo empresarial tem sucesso porque se sente feliz, então por que “nós”, que militamos na causa santa, por muitas vezes, não refletimos a alegria que temos em Cristo, coisa sem igual, e que seria garantia de um sucesso ainda maior, no caso de estarmos à frente da mais combalida empresa. Como administradores que somos das coisas de DEUS, temos que garantir o sucesso da sua obra, mas um sucesso que garanta uma perfeita ação do Espírito Santo, de uma certa forma “ajudado” por uma conduta e ação da sua Igreja, não baseado em lucro ou dividendo.
A Qualidade a Buscar!
A qualidade que nós, “crentes” devemos buscar, para a Igreja de Cristo, deve se primar por uma mudança de atitudes, devemos convergir nossos esforços (da mesma forma que foi tão falada em nosso artigo anterior) para que caiam, os paradigmas, os preconceitos, incorporando o jeito de ser de Jesus, que transformou tanta coisa no mundo, usando simplesmente a palavra. Transmitia em sua face branda, sua qualidade de filho de DEUS, sem ter a necessidade de ficar demonstrando através de “fanfarronices” ou “falastrices” a sua condição. Coisa que tenho visto por aí, de muita gente, até mesmo de muitos que se dizem líderes de denominações e Igrejas. Esse procedimento, não privilegia aqueles que realmente foram qualificados por DEUS para a obra, lembrando sempre que somos capacitados por Êle, o que nos qualifica para sua escolha, e não o contrário, de nós termos a escolha. Leila Navarro, nessa mesma palestra em que estive presente, nos falava bastante sobre o Planejamento Estratégico Pessoal, instrumento muito importante para que nós, como parte da engrenagem desse sistema que é a obra do Senhor, possamos também nos organizar para garantir resultado positivo em nossos empreendimentos, enquanto Igreja e servos, também pessoas que vivem responsabilidades perante a sociedade. Sociedade esta que espera de nós, cristãos, luta por um mundo melhor, não uma luta armada, como muitos saudosistas dos eventos que ocorreram nas “épocas áureas da ditadura”, onde o povo se digladiava com a polícia e o exército na defesa de seus ideais, a nossa luta, hoje, tem que existir no campo das idéias, onde aí entra o nosso preparo na Palavra de DEUS, que vai possibilitar a ação do Espírito, que ao nos inspirar como inspirou aqueles que a escreveram, nos garantirá o sucesso (do Reino de DEUS aqui na terra) de que tanto falamos, e que só será possível, se guindado através de uma entrega verdadeira, minha, sua, de todos nós que somos “o time” de DEUS aqui nessa empreitada, que em muitas das vezes, nos colocam para DEUS, como Habacuque em sua oração (Habacuque 3), onde renega tudo em prol da sua fé; a nossa fé, a mola propulsora de todo esse processo, que se fôssemos descrever numa equação, descreveríamos da seguinte maneira: Toque do Espírito Santo + Experiência com Cristo + Lutas e Incertezas + Bênçãos Recebidas + Compartilhamento das Bênçãos + Alegria em DEUS + Edificação pela Palavra Diariamente + Compartilhamento do Entendimento da Palavra Recebida + Conduta e Testemunho Compatíveis com seu Grau de Exigência da Conduta e Testemunho de seu Irmão = Vida cheia de tribulações, mas com o conforto e descanso em Cristo + Salvação e Glória em DEUS.
A Graça que Basta!!
Um tanto grande, mas sabemos que a vida daquele que se dispõe a mudar radicalmente sua vida, num sim ao apelo do Espírito Santo, é cheia de percalços e espinhos, mas a graça de DEUS basta. Com essa certeza, e cientes que temos algo a desenvolver para que a Palavra de DEUS seja sempre levada de maneira contextualizada, sem ser violada em sua mensagem, para todos, e em qualquer tempo, e que seus adjutores sejam sempre preparados, teologicamente e administrativamente, o Reino de DEUS, aqui na terra, será referencial real do trono da graça e terá credibilidade cada vez maior, sem a interferência daqueles líderes, que teimam em “queimar o filme” da Igreja Evangélica do Brasil. Que o evangelho seja a Carta Magna do nosso novo viver, o nosso estandarte na batalha diária contra o nosso inimigo!! Decerto, você, jovem dos 8 aos 100 anos, terá forças para reagir a todas as investidas desse inimigo, e terá consciência de que algo mais há de ser feito do que o é atualmente, e do que o muito que temos achado ter realizado hoje.
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O maior castigo do ser humano é a cegueira a que se submete pela falta de tato em relação ao potencial que tem para promover as mudanças necessárias ao sucesso na competição acirrada da vida moderna, optando por ser insípido e inodoro às oportunidades ao não ouvir a voz do seu coração.
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