Temos nos acostumado a ouvir quase que diariamente a respeito de fome na África, fome nos países pobres do Sudoeste Asiático, mas, essa notícia, divulgada pelo blog do jornalista Vinícius Torres, da Folha de São Paulo (a revista The Economist é a fonte) é no mínimo, surreal, porque o mais pessimista dos capitalistas, ou talvez, o próprio Fidel Castro (inimigo dos ideais capitalistas e opositor ferrenho dos EUA durante quase todo o seu mandato como presidente de Cuba) deve estar surpreso com o quadro atual divulgado pela respeitada revista, que mostra algo impensável, ainda mais se listarmos alguns dos diferenciais, que colocam a cidade de NOva York como uma espécie de Éden, ou o Olimpo, para o capitalismo e todas as suas virtudes. Fome e Nova York são coisas que não combinam mesmo!
Estou aqui pensando: Como a situação pode chegar ao ponto que chegou? (vide as informações da matéria) Reflita sobre alguns pontos que justificam esse espanto em relação à situação de Nova York: 1) Símbolo mundial das oportunidades, por ser considerada o "símbolo do capitalismo"; 2) Capital mundial do Capitalismo, por abrigar as duas maiores bolsas de valores do mundo, e por isso, ter o maior fluxo de capitais do mundo; 3) Por ser considerada a mais cosmopolita das cidades do mundo, o que significa ter a maior diversidade cultural, e por isso, ser pródiga em oportunidades para um número maior de pessoas; 4) Por toda a sua importância política, ainda mais por abrigar a sede da ONU, o que atrai os olhares de todo o mundo para tudo o que ocorre na chamada "Big Apple". É o maior paradoxo que existe, "fome em meio à riqueza". Como descrito na própria matéria, é algo que necessita de uma apuração muito profunda e sensível, mas, como diz o ditado: "... onde há fumaça, há fogo!"
Leia a notícia, reflita a respeito e dê sua opinião!
Um grande abraço!
Por Vinícius Torres
"De acordo com o Food Bank (Banco de Comida) da cidade de Nova York, cerca de 1,3 milhão de nova-iorquinos" dependem sopões e armazéns de comida grátis para se alimentar. Está em matéria da "Economist" publicada hoje: "The Big Apple is Hungry - Increasing numbers of New Yorkers need help getting enough to eat" ("A Big Apple está com fome - Cada vez mais nova-iorquinos precisam de ajuda para ter o suficiente para comer").
"Mais da metade dos domicílios com crianças em Nova York tem dificuldade de comprar comida suficiente. Chocante, uma em cada cinco crianças da cidade, 397 mil, dependem de sopões [para se alimentar] _um aumento de 48% desde 2004", diz o texto da revista.
Uma entidade chamada "City Harvest" ("Colheita Urbana") recolhe comida que sobra de restaurantes, fazendas e atacadistas. Distribui sua "colheita" para 600 sopões, abrigos e outros fornecedores de comida grátis. Diz que, em 2009, o número de visitas a seus pontos de distribuição aumentou 62%. Cerca de 1,6 milhão de nova-iorquinos estão recebendo "food stamps" (os cupons do programa "Fome Zero" deles).
Para quem quiser e puder ler a revista, a matéria está aqui. (http://www.economist.com/world/unitedstates/displaystory.cfm?story_id=15271055)
O blog e a coluna na Folha vão tentar investigar melhor essa história. Um espanto _isto é, o espanto é que a coisa tenha chegado a essas proporções, de centenas de milhares de pessoas à beira de passar fome na cidade mais rica do mundo.
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O maior castigo do ser humano é a cegueira a que se submete pela falta de tato em relação ao potencial que tem para promover as mudanças necessárias ao sucesso na competição acirrada da vida moderna, optando por ser insípido e inodoro às oportunidades ao não ouvir a voz do seu coração.
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